Turismo: investigações em torno de uma escrita inquieta
DOI:
https://doi.org/10.21747/21828954/ely27a4Resumo
Para investigar o constante refazimento e recriações que Carlos de Oliveira impunha ao seu trabalho, este ensaio elege como paradigmático o livro de poemas Turismo. Publicado em 1942, o volume é suprimido pelo autor na coletânea Poesias, de 1962, mas retorna, bastante modificado, na antologia Trabalho Poético, nos anos 70. Dos 37 longos poemas contidos na primeira edição, restaram 19, todos breves e económicos. Antes dividido em duas partes – “Amazónia” e “Gândara” – Turismo ganha, em Trabalho Poético, uma parte antecedente de abertura intitulada “Infância”. Para além de mapear e analisar algumas diferenças e aproximações entre as versões, a ideia é refletir, com auxílio de Giorgio Agamben, acerca da instabilidade dos escritos de Oliveira – que torna inoperante a própria designação de obra como um conjunto fixo e cristalizado no passado.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Bruna Carolina Carvalho

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
