Poesia crepúsculo da cultura: a poesia antiespetacular de Roberto Piva

Autores

  • Bruno Darcoleto Malavolta

Palavras-chave:

Poesia e sociedade, Modernidade lírica, Contemporaneidade lírica, Poesia Marginal, Teoria crítica

Resumo

O presente artigo se propõe a investigar as relações entre literatura e sociedade, pautando-se tanto na Teoria Crítica, em especial a teoria do espetáculo de Guy Debord, quanto nas teorias e críticas da poesia moderna e contemporânea. Debruçados sobre uma das vozes de maior relevo da literatura brasileira contemporânea, a obra lírica  de Roberto Piva, pretendemos investigar o modo como esta lírica tecerá relações com o seu tempo de forma a criar um embate entre seu próprio gênero, o gênero lírico, e o discurso retórico-espetacular que o circunda. Na imbricação entre estes dois discursos opositores, pretendemos investigar o modo particular como o texto lírico incorrerá naquela historiografia inconsciente adorniana, de forma a dar uma nova narrativa, marginal, aos acontecimentos que de que é contemporâneo. Especialmente, intentamos observar o modo como a poesia de Piva prescinde de um modo retórico persuasivo para encontrar seu lugar em uma marginalidade declarada, em que a experiência – ou a vida, para usar um termo tanto de Debord quanto de Piva – passa a ser ponto nodal do fazer poético, e se encontra com outro conceito benjaminiano: o do artista como catador de sucatas, na busca, como afirma Jeanne Marie Gagnebin, do narrador verdadeiro.

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Publicado

2015-10-30

Como Citar

Malavolta, B. D. (2015). Poesia crepúsculo da cultura: a poesia antiespetacular de Roberto Piva. ELyra: Revista Da Rede Internacional Lyracompoetics, (6). Obtido de https://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/98

Edição

Secção

Artigos