http://www.elyra.org/index.php/elyra/issue/feed eLyra: Revista da Rede Internacional Lyracompoetics 2018-08-03T00:00:00+01:00 Lurdes Gonçalves ilc@letras.up.pt Open Journal Systems <h4><em>eLyra</em> é publicada pela rede de investigação internacional <a title="lyracompoetics" href="http://ilcml.com/lyracompoetics/" target="_blank" rel="noopener">LyraCompoetics</a>.</h4> <p>Privilegiando instrumentos teóricos comparatistas e valorizando perspectivas interartísticas, <em>eLyra</em> pretende contribuir para o conhecimento da poesia moderna e contemporânea, promovendo a sua leitura crítica no contexto de problemáticas de âmbito transnacional.</p> <p>Concebida como um espaço de confronto de ideias,<em> eLyra</em> divulga o trabalho desenvolvido no âmbito da rede LyraCompoetics e acolhe contribuições de outros investigadores interessados em pensar hoje a poesia, a arte e a cultura.</p> http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/204 Quase-evento: sobre a estoricidade da experiência literária 2018-01-16T11:11:58+00:00 Alexandre Nodari ilc@letras.up.pt Partindo da definição de Barbara Smith da poesia como uma enunciação fictícia, historicamente indeterminada, pretende-se pensar o que (não-)acontece quando se performa aqui-e-agora essa enunciação. Nesse sentido, trata-se de esboçar uma ontologia, não do objeto literário, mas da experiência literária, ou seja, focando no encontro entre o a-histórico fictício e o presente histórico: o que esse contato faz, o que esse toque produz, que experiência, para onde (que tempo e que lugar) ela não cessa de nos enviar, e de onde vem esse envio? 2018-01-16T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/205 Aproximações do cadáver esquisito à performance 2018-01-16T11:14:01+00:00 Danilo Bueno ilc@letras.up.pt Por meio de um cadáver esquisito escrito/jogado em Portugal, busca-se comparações desta técnica surrealista à performance, principalmente no que se refere às ideias de jogo coletivo e ritualístico, ao demonstrar as semelhanças na processualidade das duas operações, inclusive no tocante às alteridades. 2018-01-16T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/206 Ao vivo: performance da voz em Tarkos e Aperghis 2018-01-16T11:16:41+00:00 Annita Costa Malufe ilc@letras.up.pt Sílvio Ferraz ilcml@letras.up.pt Neste artigo tratamos da noção de performatividade poética em relação às propostas de Christophe Tarkos e Georges Aperghis, tendo em vista a presença do que chamamos de “hábitos de fala”, na construção das vocalidades típicas de seus textos. Como pressuposto para nossas reflexões está o conceito de performance trazido pelo teórico e medievalista Paul Zumthor e sua relação intrínseca com a presença da voz e de uma temporalidade específica: o “tempo real” que caracteriza a experiência da leitura poética concebida enquanto performance, e que aqui denomina-se por “ao vivo”. Distinguimos assim as diferentes músicas da fala criadas pelos autores, a partir de operações singulares de cada um com os “hábitos de fala” e seus respectivos envelopes sonoros. Trata-se de ressaltar a presença desse “ao vivo” e do tempo irreversível, nas poéticas de Tarkos e Aperghis, com exemplificações a partir de seus escritos. 2018-01-16T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/207 A performance visual do corpo em Blason du Corps Féminin, de Ilse Garnier 2018-01-16T11:52:51+00:00 Lívia Bertges livia.bertges@gmail.com Natália Salomé de Sousa natsalome@gmail.com Vinícius Pereira viniciuscarpe@gmail.com O movimento literário Spatialisme, criado na França no início da década de sessenta, participa de uma retomada experimental no âmbito da poesia e da visualidade. No bojo dessa vanguarda, a escritora Ilse Garnier, na obra Blason du Corps Féminin (1979), apresenta poemas que radicalizam as potencialidades gráficas da palavra “corpo” e revelam como sua escrita, por operações de desmembramento, multiplicação e deslocamento da vogal “o”, diz do caráter performático de toda poesia visual. Na leitura aqui empreendida, sobretudo à luz de pressupostos teóricos do pós-estruturalismo francês, os corpos femininos, ao longo do corpus poemático de Ilse, são construídos como espacialidades em movência, desdobrando-se em diferentes maneiras de fazer(-se) texto. Nesse processo, guardam clara relação com a manipulação algébrica, em que variáveis – representadas por letras em equações matemáticas – são movidas no poema como se para produzir novos cálculos estéticos. 2018-01-16T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.elyra.org/index.php/elyra/article/view/208 Francis Ponge e a escrita em processo 2018-01-16T22:44:06+00:00 Danielle Grace de Almeida daniellegrace15@gmail.com Na poética de Francis Ponge, as coisas são materiais de inspeção que ajudam a compor uma espécie de arqueologia do presente, remontando o que constitui o homem e sua relação com a realidade. Porém, longe de qualquer tentativa de fixação desse mesmo presente, a poesia pongiana, sorte de rascunhos, anotações incompletas, textos inacabados parecem se apresentar para o leitor como um caleidoscópio cujos cacos de cristais e espelhos não cessam de desdobrar novos significados a cada gesto da escrita. O “método” pongiano se revelaria, assim, como processo de investigação do próprio texto (do) mundo, oferecendo-nos suas poesias menos como essência das coisas do que como exploração de seus possíveis significados.<br /><br /> 2018-01-16T00:00:00+00:00 ##submission.copyrightStatement##